24.1.10

2007 para 2008




ESPERANÇA - Mário Quintana


Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá (É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:

— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...


FELIZ ANO-NOVO PARA TODOS QUE ME LÊEM... E QUE AO BRINDAR DAS TAÇAS, AS ESPERANÇAS SE RENOVEM. DEIXE PARA TRÁS TUDO QUE FOI RUIM E ACRESCENTE NOVAS CORES À SUA VIDA.


UM 2008 LINDO PARA TODOS VOCÊS. LUTEM PELA VIDA!!!

2005 PARA 2006


Balanço de final de ano. Não tem como fugir disto. A gente tenta, mas sempre faz um balanço. É inevitável!Este ano foi um ano de amadurecimento, de muitas conquistas, mas também de algumas derrotas - acho que Deus permite isto para lembrarmos quem somos, para que a soberba não suba às nossas cabeças - mas foi especialmente para mim um ano de muitas dúvidas e de pouca ação no que se refere a minha vida espiritual e a como as pessoas estão cada dia mais se afastamento da Verdade, muitas religiões, muita pregação, mas tudo tão vazio do Jesus verdadeiro que não fazia acepção de pessoas, que simplesmente se preocupava, amava e recebia aqueles que d`Ele se aproximavam, cheguei a me decepcionar e tive ímpetos de largar tudo não me vincular a nenhuma denominação, mas como se manter aquecido fora da fogueira? Portanto saío deste ano com algumas certezas devido a estes questionamentos.
Certeza que o que quero para minha vida é Jesus, que preciso d`Ele mais que o ar que respiro.Certeza que tenho que ser para os meus amigos uma fonte fresca onde eles possam beber do amor e carinho.Certeza que tenho que ser para os meus inimigos alguém que os ve como pessoas e que apesar de não concordarem, não amarem o que sou e quem sou podem ainda contar com minhas orações e quem sabe um dia se tornarem estes também meus amigos.Certeza que quero ser uma mãe melhor para minha filha, uma mãe que a compreenda, advirta na hora certa e a ajude a encontrar os caminhos que a levarão a ser uma mulher plena e realizada.Certeza que o ano que começa não é um ano especial, mas que pode se tornar especial dependendo da postura que eu adotar em cada dia, a cada hora, minuto e segundo.Certeza que apesar de alguns percalços, derrotas, tristezas e decepções, que a vida, que é o dom maior de Deus para nós, vale a pena ser vivida, com intensidade, com vontade, com amor, mas também com muita responsabilidade, porque a minha vida envolve a vida do meu próximo e o que eu faço influencia direta e indiretamente na vida de quem me cerca.Certeza que quero ser exemplo e não tropeço!A todos que me leem um Feliz 2006 e que a vida de voces também possa ser feita de certezas e que as incertezas sejam momentos para encontrarem o Pai, o Filho e o Espiríto Santo que transformam incertezas em certezas.

POSTAGENS ANTIGAS DE VIRADA DE ANO

ÀQUELES QUE ME LÊEM,

ESTAREI POSTANDO HOJE, ANTIGOS POSTS MEUS DO SEM PRETENSÃO RELATIVO A PASSAGEM DE ANO. ELES SERÃO PANO DE FUNDO PARA A POSTAGEM QUE FAREI SOBRE O QUE REFLETI PARA ESTE NOVO ANO. LEIAM TAMBÉM O www.sempretensaoii.zip.net MEU ANTIGO BLOG. TEM COISAS MUITO BONITAS LÁ.
ESPERO QUE GOSTEM.

BEIJOS ESPECIAIS,

ANDRÉA LIMA.

"As pessoas que estão certas às vezes colocam em dúvida suas próprias certezas, enquanto as pessoas que estão erradas são as mais convictas de estarem certas." Sharnislaw

8.10.09


Era noite, passavam das 22:00 horas, o ano era por volta de 1920. Descia a rua de paralelepípedos alardeada de árvores e postes de luz. Enquanto andava pela rua já com pouco movimento, assobiava uma velha canção que sua mãe cantava quando ele era ainda uma criança. Não se lembrava de quando fora a última vez que a ouvira ou mesmo a cantara. De súbito veio-lhe a música. Envolto a este pensamento veio junto uma sensação de paz e alegria. Sentia-se leve como uma pluma. Ajeitou o chapéu coco na cabeça, segurou em ambas lapelas do paletó e começou a dançar, chovia.

De repente vislumbrou a alguns metros um pequeno aglomerado de pessoas. Percebeu que as luzes das casas se acendiam, portas se abriam e mais pessoas se juntavam àquele grupo. Notou uma certa consternação por parte deles. Alguns sussurros de surpresa. Agitação. Pessoas correndo. Pode ouvir alguém dizer: - Chamem um médico! E outra responder: - Já é tarde. Está morto. O assobio foi-se. A dança parou. A curiosidade agora aguçada. Aproximou-se do grupo, queria ver quem era que estava ali, estirado na rua. Ouviu uma voz: - Estava bêbado. E outro a replicar: - Bêbado??? Estava mesmo era totalmente embriagado. Chamem o rabecão. Enquanto uma senhora gorda, de bochechas rosadas, com cara de matrona e provavelmente moradora das casas ao redor, chorava e com soluços entrecortando a voz dizia: - Coitado! De tão bêbado tropeçou, caiu e bateu com a cabeça no meio-fio. Foi fatal!

Aflito, pois podia ser alguém conhecido, afinal tinha por ali muitos amigos, foi furando o bloqueio de pessoas. Passou uma a uma e ao chegar ao centro, a surpresa, ali, estirado ao chão, jazia seu corpo inerte, agora sem vida.


Texto por Andréa Lima
 
*Curiosidade:  
O chapéu coco é um modelo de chapéu duro, de abas curtas e curvadas. Quando de seu lançamento era predominantemente preto. Sua popularidade se deu no fim da Primeira Guerra Mundial até os anos 50 e 60.
 
Se tornou um acessório icônico do cinema mudo pelo estrondoso sucesso de Charles Chaplin, que o utilizou em diversos filmes. 
 
Hoje o chapéu coco resiste ao tempo e pode ser achado em diversas cores. No link abaixo você encontra em diversas cores: 

7.10.09


Então era isto. Acabara o que nunca existira, ao menos para ele. Ela o amava. Ele gostava dela, mas não a amava. Era algo muito mais carnal. Era uma atração muito forte. Sexualmente se completavam. Ah! E como! - Ele pensava. Lembrava com clareza todos os instantes vividos com ela. O modo como ela o beijava, a forma com que se agarrava a ele com suas pernas enroscando-o como a segurá-lo para que não fugisse, o maneira como se entregou a ele naquele dia sem reservas, dando a ele o que nenhum outro teve ou um dia teria.Ele podia sentir a intensidade do amor dela, mas não podia retribuir da mesma maneira. Se entregou a ela, é verdade, mas porque queria provar o que um amor genuíno podia transmitir e não porque o que sentia era o mesmo.
Ela não estava mais ali. Partira. Entendera que não adiantava lutar por algo que só existia nela. No entanto, agora, ele ali, deitado abraçado a uma outra pessoa, que escolhera para amar, pensava nela, sentia falta do que ela lhe dera. Seu coração, seu pensamento não estavam naquele quarto, estavam em um hiato do tempo, em um breve momento entre o passado e o presente. A voz de sua companhia, aquela ao seu lado, que escolhera para dar o melhor de si, vinha agora cortar seus pensamentos, chamando-o de volta a estar com ela. Virou-se e começaram a se amar, mas enquanto fazia amor com ela era a outra que estava em seu leito. Então caindo em si, percebeu que havia algo errado, não era esta, mas aquela que amava, mas era tarde. Ela já não estava lá.

"Assim ela já vai
Achar o cara que lhe queira
Como você não quis fazer

Sim, eu sei que ela só vai
Achar alguém pra vida inteira
Como você não quis

Tão fácil perceber
Que a sorte escolheu você
E você cego nem nota"



Trecho da música Acima do Sol - Skank

Texto por Andréa Lima

29.9.09

Doce Sono

Ela acordou como de costume. Levantou-se, cuidou de sua higiene pessoal. Acordou o marido e os filhos. Passou o café e arrumou a mesa. Sentou-se com sua família para o desjejum. Observava cada um.
Quantos anos de casada mesmo? Vinte quatro e neste ano completaria vinte e cinco anos. Já estavam preparando a festa. Ela o fitava, fizera uma ótima escolha. Nestes vinte quatro anos passaram muitas coisas juntos. Momentos de crise e um quase divórcio, mas com o tempo, e a maturidade, acerto de arestas e o amor, o casamento solidificava e este último, o amor, crescia. Nem mesmo um caso extraconjugal do marido foi capaz de derrubar os alicerces que ambos construíram com tanto amor e respeito. E afinal o perdão servia para tocar o barco para frente. Fizera bem em lhe dar uma segunda chance, como era lindo o seu marido, mesmo que só aos olhos dela. Passara agora a observar o seu filho mais velho, vinte e três anos e já encaminhado na vida. Estava noivo e de casamento marcado. Fizera faculdade de direito e logo após tentara um concurso público e passara. O filho mais novo dera muito trabalho, síndrome do filho caçula, diziam, era o sonhador da casa, mas aos vinte e dois anos terminara a faculdade de gastronomia e estava com viagem marcada para a França com intuito de aprimorar seus conhecimentos e talvez ficasse por lá. Enfim o ciclo estava se completando.
Fizera um bom trabalho. Sorria enquanto pensava e recolhia da mesa os utensílios usados no café. Na porta despediu-se de seus filhos com um abraço afetuoso e terno e um beijo delicado. No seu marido deu um beijo longo e cheio de amor e paixão. Abraçou-o e o apertou contra si. Fechou a porta, voltou para sua cama, deitou-se, fechou seus olhos e com um sorriso no rosto, partiu.




Texto por Andréa Lima - Criado em 29/09/09

3.9.09

Em Tempos de Politicamente Correto

Brasileiro tem em suas veias uma grande quantidade de sangue cômico. Ri-se de tudo e de si mesmo. Dia desses, numa de minhas viagens de ônibus rumo à minha residência, enquanto observava o movimento da rua pela vidraça um tanto suja do lotação me deparei com uma cena inusitada: parado bem na esquina um carrinho de churrasco conduzido por um afrodescendente, que também preparava os churrasquinhos e no carrinho era anunciado em letras grandes e amarelas: "CHURRASQUINHO DO ALEMÃO".


Texto de 2007, quando eu ainda morava em Vila Velha/ES.