25.5.10

Aprendizagem


Este texto eu escrevi em 2008... em uma fase de mudanças, e agora, depois de tanto tempo, exatos 2 anos, ele continua fazendo todo o sentido. Achei interessante republica-lo. Anteriormente foi publicano no http://sempretensaoii.zip.net/


Hoje fui atrás de uma caixa para colocar minha televisão, ao voltar para casa, passei em frente ao que considero minha primeira moradia em Vila Velha, bateu uma sensação tão estranha. Comecei a lembrar das expectativas e sonhos com que cheguei aqui, a vontade de vencer, de conseguir uma boa colocação, de fazer novos amigos, me casar e de conquistar minha casa própria e poder dar uma condição de vida melhor para minha filha. Olhando para trás vejo meus sonhos... eles não se concretizaram, poderia dizer que saio daqui vazia, porém isto não seria uma verdade.

O tempo que estive aqui, cultivei poucas, mas verdadeiras amizades e estas levo comigo no meu coração para Belo Horizonte. Cometi acertos e erros e com eles aprendi. Saio com a sensação não de perda, mas de recomeço. Principalmente pelos últimos acontecimentos. Saio fortalecida porque pude ver onde falhei e tentarei fazer diferente. Aprendi a amar mais, a ouvir mais, a falar menos e a confiar bem menos, um alerta que a própria Bíblia nos faz: “Maldito o homem que confia no homem”, e sim, eu acredito em Deus e acredito na Bíblia e isto não muda por bases argumentativas, pode até ser que um dia alguém prove que a Bíblia é uma fraude, mas as regras de ética, de conduta e de caráter que norteiam muitas vidas, vêm dela. Verdade que muito do que está escrito ali possa sim ter algo das palavras de homens, e homens erram, mas a ver o Novo Testamento, o que mais se prega é o amor, o respeito ao próximo, o ser fiel, o ser amigo, o ser reto e andar de forma digna, se for provado que é mentira a Bíblia, ao menos não fará mal nenhum para quem segue estes preceitos.

Aprendi que amizades que se fazem muito rapidamente ou permanecem para toda a vida, ou se vão com a mesma velocidade que vieram.Prefiro então a amizade que é construída aos poucos, dia a dia, onde a confiança vai aumentando gradativamente e não diminuindo conforme o convívio aumenta. Reforcei o que já sabia, que ser verdadeira, ser autêntica e ser fiel é o caminho, mesmo que com isto eu não consiga o que quero, ao menos deito minha cabeça no travesseiro e tenho uma noite tranqüila. Percebi também, que como sempre pensei, não preciso ser o que querem que eu seja para que me amem, mas preciso ser eu mesma, para que eu me ame e seja amada. E que segurança tem muito mais a ver como você encara a vida, do que o que você possui na vida. Percebi que minha fraqueza pode se tornar um dia um ponto da minha fortaleza, porque o que é preciso para se vencer na vida eu tenho: garra, disposição e muita coragem. Viver bem para mim é ter coragem para sair e voltar atrás, do que permanecer e adoecer e viver uma situação que não me traz prazer ou alegria. Quem se anula, morre um pouco a cada dia.

Volto para Belo Horizonte, não com sonhos e expectativas, mas com a certeza que minha vida vai ser melhor e que vou conquistar na minha terra, tudo que vim conquistar aqui. Não apenas por ser minha terra, mas por voltar para lá com uma nova visão de como a vida funciona e que saio maior das experiências que tive aqui. Crescer é aprender, avaliar e enfrentar. A vitória vem para quem tem coragem de lutar.


O texto abaixo é do ano de 2008, mas continua atual, recentemente tive que me mudar, a situação é diferente, porém o sentimento é igual...


Hoje fui atrás de uma caixa para colocar minha televisão, ao voltar para casa, passei em frente ao que considero minha primeira moradia em Vila Velha, bateu uma sensação tão estranha. Comecei a lembrar das expectativas e sonhos com que cheguei aqui, a vontade de vencer, de conseguir uma boa colocação, de fazer novos amigos, me casar e de conquistar minha casa própria e poder dar uma condição de vida melhor para minha filha. Olhando para trás vejo meus sonhos... eles não se concretizaram, poderia dizer que saio daqui vazia, porém isto não seria uma verdade.

O tempo que estive aqui, cultivei poucas, mas verdadeiras amizades e estas levo comigo no meu coração para Belo Horizonte. Cometi acertos e erros e com eles aprendi. Saio com a sensação não de perda, mas de recomeço. Principalmente pelos últimos acontecimentos. Saio fortalecida porque pude ver onde falhei e tentarei fazer diferente. Aprendi a amar mais, a ouvir mais, a falar menos e a confiar bem menos, um alerta que a própria Bíblia nos faz: “Maldito o homem que confia no homem”, e sim, eu acredito em Deus e acredito na Bíblia e isto não muda por bases argumentativas, pode até ser que um dia alguém prove que a Bíblia é uma fraude, mas as regras de ética, de conduta e de caráter que norteiam muitas vidas, vêm dela. Verdade que muito do que está escrito ali possa sim ter algo das palavras de homens, e homens erram, mas a ver o Novo Testamento, o que mais se prega é o amor, o respeito ao próximo, o ser fiel, o ser amigo, o ser reto e andar de forma digna, se for provado que é mentira a Bíblia, ao menos não fará mal nenhum para quem segue estes preceitos.

Aprendi que amizades que se fazem muito rapidamente ou permanecem para toda a vida, ou se vão com a mesma velocidade que vieram.Prefiro então a amizade que é construída aos poucos, dia a dia, onde a confiança vai aumentando gradativamente e não diminuindo conforme o convívio aumenta. Reforcei o que já sabia, que ser verdadeira, ser autêntica e ser fiel é o caminho, mesmo que com isto eu não consiga o que quero, ao menos deito minha cabeça no travesseiro e tenho uma noite tranqüila. Percebi também, que como sempre pensei, não preciso ser o que querem que eu seja para que me amem, mas preciso ser eu mesma, para que eu me ame e seja amada. E que segurança tem muito mais a ver como você encara a vida, do que o que você possui na vida. Percebi que minha fraqueza pode se tornar um dia um ponto da minha fortaleza, porque o que é preciso para se vencer na vida eu tenho: garra, disposição e muita coragem. Viver bem para mim é ter coragem para sair e voltar atrás, do que permanecer e adoecer e viver uma situação que não me traz prazer ou alegria. Quem se anula, morre um pouco a cada dia.

Volto para Belo Horizonte, não com sonhos e expectativas, mas com a certeza que minha vida vai ser melhor e que vou conquistar na minha terra, tudo que vim conquistar aqui. Não apenas por ser minha terra, mas por voltar para lá com uma nova visão de como a vida funciona e que saio maior das experiências que tive aqui. Crescer é aprender, avaliar e enfrentar. A vitória vem para quem tem coragem de lutar.

9.5.10




Quem Sabe um Dia - Mário Quintana

Quem Sabe um Dia
Quem sabe um dia
Quem sabe um seremos
Quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos!

Quem é que
Quem é macho
Quem é fêmea
Quem é humano, apenas!

Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um!

Um dia
Um mês
Um ano
Um(a) vida!

Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois

Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois

Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois

Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois



Porque viver e amar é mais importante do que ficar remoendo dores, passado e amores frustrados. Quem não vive a vida de forma intensa, cai no perigo de ver a vida passar, ver pessoas irem embora e não mais voltar e perde a oportunidade de viver novamente e intensamente um novo e lindo amor. Porque viver é para os fortes e "morrer" é para os fracos.

20.4.10

Blindem-me!


Queria o espírito blindado
O coração fechado como carro forte
Que só se abre com chave de segurança

Queria a mente fria
A insensibilidade aparente
Para não ter a alma invadida

Queria a frivolidade
Com que brincam a mocidade
De beijos fortuitos e entregas vazias

Mas sou carne vermelha
Com sangue exposto
Mesmo depois de tanto soco

Sou coração latente
de alma pungente
e mente eloquente

Troquem minha alma
Por uma alma menor
Por uma mais forte

Menos contundente
Menos visceral
Mas mais resistente

Blindem meu coração.


Por Andréa Lima - BH City (tonight)

6.3.10

Muros e Depois da Guerra - Oficina G3

Muros - Oficina G3

Muros de pedra, muros de orgulho
Que nos separam, e nos envergonham
Muitos já caíram, outros ressurgiram

Muitos preconceitos, muitos já desfeitos
Muitos insistem em existir
Oculto em nossos dias, há uma guerra fria
Vitimas que ninguém vê

Caiam os muros, tirem as pedras
Nossa unidade não é real
Se a verdade é o que pregamos
Porque erramos não sendo um?

Muitos se defendem, escondem a fraqueza
Atrás de mentiras
Que encobrem quem realmente são
Muros que nos envergonham

Confiram a música em http://www.youtube.com/watch_popup?v=v69JK7BFfiw - Aviso! Rock pesado... se não gosta, não clica.


Depois da Guerra

Vejo ruínas de uma guerra
Mais uma guerra por nossas mãos
As armas foram as palavra
sA vaidade, a motivação

Feridas que sangraram a alma
A fé de muitos se perdeu
Um dia irmãos, hoje inimigos
Matou-se o amor que um dia nos fez um

Quem vencerá?
Uma guerra entre irmãos
Uma guerra perdida
Quem perderá?
O povo escolhido
Um povo ferido

Quebradas foram as alianças
Palavras que trouxeram divisão
Pregadas, cantadas, faladas
Por muitos que diziam ser irmãos

Feridas que sangraram a alma
A fé de muitos se perdeu
Na cruz o exemplo nos foi dado
Onde ficou o amor que nos fez um?

Confira este também: http://www.youtube.com/watch?v=nUEwijLllQQ - Este é um vídeo com animação.

O QUE NÃO QUERO MAIS


A postagem abaixo não é minha, foi uma grande amiga que escreveu a Ana Cristina (foto acima), o post de onde retirei esta aqui http://notasdeaprendiz.blogspot.com/2010/03/o-que-nao-quero-mais.html , as palavras são dela, mas poderiam, muito bem, serem minhas, pois é assim que me encontro hoje e isto que quero para mim.


O QUE NÃO QUERO MAIS

Tem gente perguntando se perdi a fé em Deus. Não! O que perdi foi a fé na idéia que eu tinha de que Ele existe para consertar a minha vida. Minha espiritualidade, descobri bastante envergonhada, sempre foi uma tentativa de convencer Deus a mover o universo a meu favor.

Há muitos anos li uma tirinha em que o Pateta da Disney dizia: “À minha frente tenho o norte, atrás de mim está o sul. À minha direita está o leste e à minha esquerda está o oeste. E daí? E daí que eu sou o centro do universo!”. O que para mim não passava de uma boa piada, de repente revelou-me a mim como um espelho. O centro era eu.

Aumentadas sempre em escala logarítmica, minhas necessidades cerraram-me os olhos para a busca do próprio Deus. Alimentada por discursos inflamados de pregadores cuspindo promessas e garantindo favores em nome de Javé, minha fé individualista cegou-me para a beleza da mensagem e do exemplo do Cristo: tudo nele apontava para o Pai. Ele sequer ousou dar testemunho sobre si mesmo. Também não ordenou que anjos o descessem da cruz. Pois quero abrir mão de uma religiosidade que tente convergir céus e terra a meu favor. Sei que não será fácil, nem rápido, nem indolor.

Há momentos em que é preciso coragem para dizer: "Meia volta, volver!". Duvidar, voltar, rever, repensar, nada disso deveria ser considerado covardia ou insanidade. É preciso coragem e coração tranquilo para negar os já tão cristalizados modelos escravizadores. Jesus, nosso Mestre a quem deveríamos imitar, é a chave para abrir as algemas de uma espiritualidade rasa e individualista. Nele é negada toda idéia de que Deus existe para satisfazer nossos desejos e transformar seus seguidores em homens e mulheres poderosos, ricos, bonitos e bem-sucedidos na vida.

O carpinteiro de Nazaré não se encaixou no modelo de messias que Israel esperava: não os libertou do poder de Roma, não acumulou riquezas, não obrigou ninguém a segui-lo nem teve ataques de megalomania. Ainda assim, marcou para sempre a história da humanidade. Seus ensinamentos, sua candura e sua capacidade de amar e compadecer-se foram suficientes para que homens e mulheres de todas as gerações seguissem seus passos com beleza, mesmo quando atingidos pela mais excruciante dor. De todos os testemunhos que ouvimos, os mais transformadores não são os que apontam para salvamentos, mas os que ensinam o viver corajosamente - lembrando sempre que a coragem sem medo não é coragem, mas sandice. Prossigamos então com simplicidade, brandura e bravura.

Diante da pergunta se Deus não opera milagres, afirmo que a questão deveria ser outra: Eu devo depender dos milagres para ser amiga de Deus? Contudo confesso, sem me punir, que não sei como alcançar esse patamar de desprendimento. Só sei que é o inverso do que eu andava vivendo e reconhecer isso, embora não seja suficiente, liberta-me para novas descobertas, com a promessa de que Ele ceará comigo todos os dias e me amará eternamente, ainda que boa parte dos cristãos me tenha por herege porque me recuso a acreditar que Deus seja salvador apenas de mim e deles e do nosso umbigo e do nosso gueto.

posted by AnaCris @ 1:31 PM

Todos os créditos do texto são da @anacrisgontijo