28.10.10

Tempos Modernos - Texto por Andréa A. Lima

Carlos estava empolgado. Contava as horas para o final do expediente, afinal depois de meses, desde que vira Marcinha pela primeira vez na empresa, tomara coragem e chamou-a para irem a um barzinho perto do trabalho. E ela topou. A única condição era que ela pudesse levar uma amiga, Carolina, que ela conhecera também na mesma empresa.Carlos não se importou. Até ficou conjeturando que talvez fosse porque Marcinha era tímida. Afinal, várias vezes ele a encarara, mas ela sempre desviava o olhar e quando ele fazia alguma brincadeira, ela enrubescia e ficava sem jeito. Talvez fosse daquelas moças de família às antigas que levavam “vela”. Bem, ele realmente se encantara por ela e estava disposto a levar um relacionamento sério. Passou o dia envolto nestes pensamentos.

Enfim, chegou a tão esperada hora. Carlos passou no setor de Marcinha, Carolina já estava lá, as duas estavam conversando muito próximas, falavam baixinho, quando ele chegou deu para notar que elas mudaram de assunto. Ele ficou empolgado! Claro, era dele que estavam falando. Ele ficou contente, pois agora ele tinha mais um motivo para achar que o interesse era mútuo. Ele as cumprimentou e os três saíram animados para o barzinho.

Ficaram no barzinho umas três horas, conversaram sobre assuntos diversos, faculdade, a careca do Dr. Souza, o chefe de Carolina, que além de chato, não assumia a calvície e tinha o péssimo hábito de pegar os ralos cabelos que ainda teimavam em aparecer nas têmporas e penteá-los sobre a calvície o que o deixava com um aspecto medonho, e ainda por cima dava em cima de Carolina o dia todo. Riram da situação e Carolina, rindo, disse que o denunciaria por assédio sexual, claro que era tudo uma brincadeira, porque apesar de chato o Dr. Souza era das antigas e o máximo que fazia era chamá-la de flor e dar umas piscadelas para ela e nunca tinha lhe faltado com o respeito. Falaram sobre filmes, livros e arte. Carlos estava embevecido, afinal além de linda, Marcinha demonstrava gosto apurado para artes e era muito inteligente. Em determinado momento, ela se levantou e disse que ia ao banheiro, no que foi seguida por Carolina, afinal, pensou Carlos, mulheres sempre vão ao banheiro em bandos. Ele daria tudo para ser uma mosca e estar lá para ver o que falariam. Tinha para si que falariam dele, afinal, pegou uns olhares furtivos de Marcinha para ele, e de Carolina para Marcinha. Olhares que pareciam contar algo uma para outra. Aguardou ansioso a volta das duas. Ficaram menos de dez minutos no banheiro, mas para ele pareceram horas. Conversaram mais um pouco, mas logo pediram a conta, afinal, no dia seguinte os três teriam que estar no trabalho cedo.

Carlos foi caminhando com as duas até o ponto de ônibus de Carolina e Marcinha. As duas pegavam ônibus no mesmo ponto, porém para lugares diferentes. Carlos estava torcendo para o de Carolina chegar antes do de Marcinha para ver se rolava um beijo. Ele tinha carro, mas estava no conserto, a pastilha de freio estava gasta e quase falhou com ele no início da semana. Queria que o carro estivesse bom, afinal seria melhor para estar com Marcinha, mas enfim, melhor era ser prudente. E aquele era somente o primeiro de muitos encontros, não é mesmo? Esperaram, uns dez minutos, quando o ônibus de Carolina apontou ao longe, ele ficou empolgado, o coração acelerado. Então viu que Marcinha foi até Carolina para se despedir, foi quando ele ficou estatelado, Carolina e Marcinha se olharam e se beijaram na boca, apaixonadamente. O ônibus chegou, Carolina entrou. Carlos, parado, atônito, pensou: - E agora, seu Carlos, quem é a “vela” afinal?

9.9.10

Toda Rosa tem Espinhos - Every Rose has its Thorn - Poison




Nós dois deitados em silêncio
No calor da noite
Embora estejamos deitados de pertinho
Nós sentimos quilômetros de distância dentro de nós
Foi alguma coisa que eu disse ou que eu fiz
Minhas palavras não soaram corretas?
Embora eu tenha tentado não te machucar
Embora eu tenha tentado
Mas eu acho que a razão deles falarem que

Refrão
Toda rosa tem seus espinhos
Como toda noite tem sua madrugada
Como todo cowboy canta sua triste, triste canção.
Toda rosa tem seus espinhos

Sim tem.

Eu ouço sua canção favorita
Tocando no radio
Ouço o dj falar que o amor é um jogo de
Vem fácil e vai fácil
Mas eu penso se ele sabe
Se ele já se sentiu desse jeito
E eu sei que se você estivesse aqui agora
Se eu pudesse ter feito você saber de alguma jeito
Eu suponho

Refrão

Embora seja pouco tempo agora
Eu ainda posso sentir muita dor
Como uma faca que te corta
A ferida sara, mas a cicatriz, a cicatriz permanece

Eu sei que eu poderia salvar nosso amor aquela noite
Se eu soubesse o que dizer
Ao invés de fazer amor
Nós dois fizemos nossos caminhos separados

Agora eu ouço que você achou alguém novo
E que eu nunca signifiquei muito pra você
Ouvir aquilo me rasga por dentro
E ver você me corta como uma faca

5.9.10

ESPERANÇA!



http://migre.me/1ap7x

O artigo do link acima é uma reportagem sobre Niemeyer, que aos 102 anos acaba de entregar mais um projeto. Ai veio um pensamento, quando li este artigo, de uma palavra que está me perseguindo a semana inteira: ESPERANÇA.

Na quarta-feira passada estive na Caverna de Adulão e a Michelle falou sobre como o impossível aos olhos humanos, torna-se possível quando colocamos Deus à frente, citando a história de Davi e Golias, para mim a essência da palavra foi Esperança.
Hoje pela manhã, estive na igreja que frequentava para estar com minha tia, e achei que outra pessoa fosse pregar e não o pastor titular, uma vez que o pai dele faleceu nesta semana, mas não somente pregou, mas também encantou com a palavra que deu, e foi literalmente sobre esperança, especificamente usou da passagem de Gênesis 7, quando Noé solta primeiramente um corvo e depois uma pomba, a pomba voltou a primeira vez cansada, mas da segunda voltou trazendo um ramo de oliveira que significava que as águas estavam baixando, em outras palavras, era um sinal de Esperança.

Aí, confabulando com a minha pessoa, pensei que tem gente com menos de quatro décadas de vida já jogou a toalha e acha que não dá tempo de fazer algo. Niemeyer aos 102 anos continua a todo vapor e me fez lembrar um senhor dentro do ônibus esta semana que acabou de sofrer uma intervenção cirúrgica do coração, deve ter uns 60 anos, mas não parece ter os 60 anos, não parece ter sofrido a cirurgia e está com novo projeto de vida.Se aposentou após 34 anos de serviço e se matriculou em um curso pré-vestibular para tentar medicina no final do ano. E na UFMG. Alguém tem dúvida que ele vá passar? Tenho certeza que já passou.

Para mim, a vida não acaba na morte, mas quando desistimos dela. Quando desistimos de nossos sonhos, quando desistimos de construir e quando desistimos de amar, porque as pessoas não foram legais com a gente, porque a vida não foi legal com a gente ou porque não conseguimos o que queríamos. Parar de reclamar, parar de culpar o outro pelas nossas frustrações e parar de pensar que tudo vai se repetir de novo e se dar uma nova chance e voltar a sonhar abre um mundo de possibilidades.

E esperança é isto, é aguardar aquilo que sonhamos, mesmo vendo tantas dificuldades no caminho. ESPERANÇAS renovadas. POSSIBILIDADES que se abrem...

2.9.10



Meu nome é Andréa.
Não sou diferente de ninguém, mas também não há ninguém igual a mim.
Vejo gigantes onde não tem, e vejo anões onde pessoas vêem gigantes.
Sou minimalista, mas sou macro na forma de viver a vida.
Não me apaixono muito, mas vivo sempre apaixonada.
Nem sempre por pessoas, muitas vezes pelos instantes lindos que a vida proporciona.
Sou guerreira, mas nem sempre venço as batalhas que enfrento.
Entre o fogo e a água, sou na maioria do tempo a água.
Dizem que o fogo seduz, que o fogo envolve, que o fogo atraí... mas o ser humano não pode se lançar ao fogo sem sair queimado.
Sou água, na grande maioria das vezes, calma, tranquila e quem disse que a água não é envolvente?
Olhe para um espelho de água límpida e mesmo no inverno veja se não dá uma súbita vontade de lançar-se sobre ela...
Sou água, maleável, sigo o curso do rio, transponho pedras, barreiras e sigo o fluxo. Poucas coisas me detêm... apenas o sol causticante pode me deter, secando-me totalmente e evaporando-me, mas então, viro nuvem e precipito novamente em água.
Sou água... algumas vezes revolta, porque não só de calmaria vive a água...
Sou água densa...
Sou a água que acalma e acalenta, a água que refresca e que sacia sedes...
Não quero ser fogo para consumir a vida de ninguém.
Se alguém se afogar em minhas águas é porque não aprendeu a nadar.
Sigo errando, mas vivendo de acertos.
Não me acomodo. Estou sempre buscando algo de melhor para mim, mesmo que não encontre. Porque no final, ao menos a vida não passou por mim.
Não culpo Deus ou os problemas que tive na vida, do que não aconteceu ou do que aconteceu e poderia não ter acontecido nela. Não os culpo por coisas que não deram certo, por pessoas que perdi ou por oportunidades que eu mesma deixei passar.
Na verdade, a vida é um fluxo, perder e ganhar é “fifty to fifty”.
Só não desisto. Não porque ache que quem desiste são os fracos, porque desistir não tem a ver com fraqueza, algumas vezes, em algumas coisas, temos mesmo que desistir. Tem coisas que são melhores não acontecer.
Não desisto é da vida. De tentar ser feliz.
Não tenho grandes talentos, não sou a perfeição, não sou a Vênus de Milo, não sou a Gisele, não sou Madre Tereza, não me visto como a Lady Di se vestia, não preciso da vida de Paris (Hilton)....
Mas o que tenho, o que sou, procuro melhorar a cada dia, a dar o melhor de mim em tudo. Nem sempre o meu melhor é o melhor para alguém, mas não importa, aprendi que tem que ser o melhor para mim.
Amadurecimento e aprendizagem é o que me fazem ser hoje o que sou. Amanhã posso ser outra Andréa, porque o amadurecimento de hoje pode ser pouco amanhã.
Nem tudo, nem pouco, o suficiente para hoje e para amanhã...
... Sou Andréa.

30.8.10

Red-Breathe Into Me




Respire Em Mim

E é assim que você se sente quando eu ignoro as palavras que você falou pra mim
E é aqui que eu me perco quando estou fugindo de você
E é esse que eu sou quando não me conheço mais
E isso é o que escolho quando tudo é deixado pra mim

Respire sua vida em mim
Eu posso sentí-la
Estou caindo, caindo mais rápido
Respire sua vida em mim
Ainda preciso de você
Estou caindo, caindo
Respire em mim
Respire em mim

E é assim que se parece quando estou sentando no precipício
E é assim que eu paro quando finalmente toco o chão
E é assim que dói quando eu finjo não estar sofrendo
E é assim como eu desapareço quando me jogo para fora

Respire sua vida em mim
Eu posso sentí-la
Estou caindo, caindo mais rápido
Respire sua vida em mim
Ainda preciso de você
Estou caindo, caindo
Respire em mim
Respire em mim
Respire em mim
Respire em mim

Respire sua vida em mim
Eu posso sentí-la
Estou caindo, caindo mais rápido
Respire sua vida em mim
Ainda preciso de você
Estou caindo, caindo
Respire em mim

Respire sua vida em mim!
Estou caindo, caindo mais rápido
Respire sua vida em mim!
Caindo, caindo, caindo
Respire em mim
Respire em mim
Respire em mim
Respire em mim

10.8.10


Rei morto, rei posto.
Nada como a decepção em High Resolution para destronar do pedestal um rei que nunca existiu, pois não era.